Quais são as principais casas de leilão de arte do mundo
As duas maiores casas de leilão de arte do mundo são a Christie's e a Sotheby's, cada uma vendendo bilhões de dólares em obras por ano; a Phillips vem em terceiro entre as ocidentais especializadas em arte. Fora do eixo Londres–Nova York, Bonhams, a chinesa Poly Auction e a China Guardian completam o grupo das gigantes do setor.
As duas maiores em vendas de arte: Christie's e Sotheby's
Em vendas de leilão de arte, o topo do mercado tem dois nomes fixos há décadas. A Christie's, fundada em Londres em 1766 por James Christie e hoje presente em 46 países — com salas em Londres, Nova York, Paris, Genebra, Milão, Amsterdã, Dubai, Hong Kong e Xangai —, fechou 2025 na liderança das vendas de leilão de arte fina, com US$ 3,5 bilhões, 10,1% a mais que em 2024, segundo o relatório Artnet Intelligence: Year Ahead 2026. A Sotheby's, ainda mais antiga (fundada em 1744, também em Londres, pelo livreiro Samuel Baker, e hoje presente em 80 endereços em 40 países), veio logo atrás com US$ 3,3 bilhões — um salto de 31% sobre o ano anterior.
A Phillips, fundada em Londres em 1796 por Harry Phillips e hoje sediada também em Nova York, fecha o pódio ocidental especializado em arte fina — mas em outra escala: US$ 390,9 milhões em vendas de leilão em 2025, queda de 14,2% e o menor total da casa desde 2016. A distância entre a Phillips e as duas líderes dá uma ideia de quanto o topo do setor é concentrado.
Bonhams, Heritage Auctions e as gigantes chinesas
Fora do trio ocidental especializado em arte fina, outras casas disputam a posição de maior do mundo por critérios diferentes. A Bonhams tem raízes em 1793, ganhou o formato atual numa fusão de 2001 entre Bonhams & Brooks e Phillips Son & Neale, e opera hoje em 25 países a partir da sede em 101 New Bond Street, Londres, realizando mais de 450 leilões por ano em mais de 60 categorias — a própria casa se descreve como uma das mais antigas e maiores leiloeiras de arte e antiguidades do mundo.
Nos Estados Unidos, a Heritage Auctions, fundada em Dallas em 1976, é descrita como a terceira maior casa de leilões do mundo em vendas totais, e encerrou 2025 com mais de US$ 2,15 bilhões em vendas — o quinto ano seguido de recorde para a casa.
Na China, o mercado tem outra lógica. A Poly Auction, braço leiloeiro do grupo estatal China Poly Group, abriu em Pequim em 2005 e, segundo reportagem do South China Morning Post de dezembro de 2013, já era então a terceira maior casa de leilões do mundo, atrás apenas de Christie's e Sotheby's, com cerca de US$ 1 bilhão em vendas em 2012. A China Guardian, fundada em Pequim em maio de 1993 e considerada a mais antiga leiloeira de arte da China, é hoje a segunda maior do país, atrás da própria Poly Auction — em novembro de 2012 chegou a ser apontada como a quarta maior do mundo.
O que separa uma casa de leilão global de uma regional
A diferença não está só no valor do lance mais alto. As casas globais — Christie's, Sotheby's, Phillips, Bonhams — mantêm salas físicas e escritórios em dezenas de países (a Christie's opera em 46 países; a Bonhams, em 25), aceitam lance por telefone, por escrito e ao vivo pela internet, e vendem categorias que vão muito além de pintura e escultura, entre joias, relógios, vinhos, carros de coleção e imóveis.
Uma casa regional — como as que operam o mercado brasileiro — atua com uma rede de consignantes e compradores geograficamente muito mais concentrada, sem a mesma infraestrutura internacional de lance remoto, verificação financeira e logística de transporte transfronteiriço. Isso não torna a venda menos legítima; muda o alcance de compradores que um único pregão consegue reunir.
Como uma casa de leilão ganha dinheiro
O modelo se repete nas grandes casas: cobrar dos dois lados da negociação. Do vendedor vem a comissão do vendedor, negociada antes da consignação — e que as grandes casas costumam reduzir ou até dispensar em peças de altíssimo valor, para atrair o consignante. Do comprador vem a taxa de comprador (buyer's premium): um percentual somado ao lance vencedor no momento do pagamento, retido integralmente pela casa de leilão e cobrado à parte da comissão do vendedor. Segundo o verbete da Wikipedia sobre o tema, as grandes casas de leilão de arte fina costumam cobrar taxa de comprador na faixa de 10% a 30% do lance. O cálculo completo, com a tabela por faixa de valor praticada por Christie's, Sotheby's e Phillips, está em taxa de comprador em leilão de arte: o que é.
É preciso se cadastrar para dar lance?
Sim, em todas as grandes casas. Na Sotheby's, por exemplo, o guia oficial de compradores pede que o interessado crie uma conta informando endereço, telefone, e-mail e assinatura no primeiro cadastro presencial, podendo exigir verificação financeira adicional — como referência bancária — dependendo do lote. O cadastro em si é gratuito, e a própria casa descreve seus leilões presenciais como abertos ao público, sem taxa de entrada nem obrigação de dar lance apenas por assistir. Da criação da conta ao pagamento final, o passo a passo está detalhado em como funciona um leilão de arte.
O olhar do ateliê
O olhar do ateliê
Pesquisar estas seis casas para escrever esta página deixou nítido o tamanho da engrenagem por trás de um único lance: décadas — em alguns casos, séculos — construindo uma rede de consignantes, escritórios em dezenas de países e um sistema de verificação financeira só para permitir que alguém levante uma paleta numa sala. É uma solução real para um problema real: dar liquidez e garantia de procedência a obras que já passaram por várias mãos antes de chegar ali.
Minha obra não carrega esse histórico de revenda — ela sai do meu ateliê pela primeira vez direto para quem a compra. Por isso a aquisição aqui não passa por pregão, reserva confidencial nem taxa de comprador: o preço está publicado (hoje entre R$ 2.400 e R$ 8.800), a conversa é direta pelo WhatsApp, e cada peça sai com certificado de autenticidade e dossiê curatorial. Não é uma versão menor do leilão — é outro modelo de aquisição, pensado para quem está começando a colecionar ou comprando a primeira obra minha, de uma artista em início de trajetória.
Perguntas frequentes
Quais são as maiores casas de leilão de arte do mundo?
Em vendas de leilão de arte fina no ano de 2025, o pódio foi Christie's (US$ 3,5 bilhões), Sotheby's (US$ 3,3 bilhões) e Phillips (US$ 390,9 milhões), segundo o relatório Artnet Intelligence: Year Ahead 2026. Somando outros critérios de porte, como categorias além de arte, faturamento total ou presença geográfica, também entram na conversa a britânica Bonhams (fundada em 1793), a norte-americana Heritage Auctions (fundada em 1976, descrita como terceira maior do mundo em vendas totais) e as chinesas Poly Auction e China Guardian, que dominam o mercado doméstico da China.
Existe casa de leilão brasileira relevante internacionalmente?
Não no mesmo patamar de Christie's, Sotheby's ou Bonhams. A mais tradicional do país, a Bolsa de Arte, fundada no Rio de Janeiro em 1971, já colaborou com o Tate (retrospectiva de Mira Schendel) e com o MoMA (retrospectiva de Lygia Clark) e detém recordes de artistas brasileiros em leilão, mas opera em escala nacional. O que de fato ganhou espaço internacional foi a obra de artistas brasileiros: nomes como Lygia Clark e Beatriz Milhazes hoje entram nas vendas principais de Sotheby's, Christie's e Phillips em Nova York, em vez de ficarem isolados em vendas de arte latino-americana.
Qual a diferença entre uma casa de leilão grande e uma regional?
Escala e infraestrutura. Uma casa global como a Christie's opera em dezenas de países (46, no caso dela), aceita lance por telefone, por escrito e pela internet, e vende categorias que vão de pintura a imóveis e carros de coleção. Uma casa regional atende uma rede de consignantes e compradores muito mais concentrada geograficamente, sem a mesma estrutura de verificação financeira internacional nem de logística para transporte transfronteiriço de obras. A diferença está no alcance de compradores que cada pregão consegue reunir, não na legitimidade da venda.
Como uma casa de leilão ganha dinheiro?
Cobrando dos dois lados da negociação. Do vendedor vem uma comissão negociada antes da consignação, frequentemente reduzida ou dispensada para peças de altíssimo valor. Do comprador vem a taxa de comprador: um percentual somado ao lance vencedor no momento do pagamento, retido integralmente pela casa de leilão. Segundo o verbete da Wikipedia sobre o tema, casas de leilão de arte fina costumam cobrar entre 10% e 30% do lance como taxa de comprador, variando por faixa de valor e por casa.
É preciso ser cadastrado para participar de um leilão dessas casas?
Sim. Nas grandes casas, como a Sotheby's, o primeiro passo é criar uma conta informando endereço, telefone, e-mail e assinatura; dependendo do lote, pode ser exigida verificação financeira adicional, como referência bancária. O cadastro é gratuito, e assistir ao leilão presencial não exige taxa de entrada nem obriga a dar lance. Só depois de cadastrado é possível dar lance pessoalmente com uma paleta numerada, por telefone, por escrito com antecedência ou ao vivo pela internet.
Fontes
- Touch of Class (citando Artnet Intelligence Report: Year Ahead 2026) — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- South China Morning Post — 2026-08-16
- Wikipedia — 2026-08-16
- Sotheby's (Help Center) — 2026-08-16
- Bolsa de Arte / O Paralelo — 2026-08-16
- Brazil Journal — 2026-08-16
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