Journal · Mercado e leilões

O que é o relatório Art Basel & UBS sobre o mercado de arte

The Art Basel and UBS Global Art Market Report é o principal levantamento anual sobre o mercado global de arte, produzido pela pesquisadora Clare McAndrew (Arts Economics) a partir de dados de galerias, leilões e feiras. A edição de 2026, a décima da série, estimou o mercado global em US$ 59,6 bilhões em vendas durante 2025.

Quartz Seam (98 x 152 cm), técnica mista com acrílica e folha de ouro sobre tela, em ambiente — Alyne Perfeito, Perfeito Studio
Quartz Seam (98 × 152 cm) em ambiente residencial. Perfeito Studio.

Quem publica o relatório e quem assina a pesquisa

The Art Basel and UBS Global Art Market Report é publicado conjuntamente pela feira Art Basel e pelo banco suíço UBS, mas a pesquisa em si é conduzida por uma consultoria independente: a Arts Economics, dirigida pela economista cultural Clare McAndrew. É ela quem assina a análise ano após ano, apoiada por uma rede de consultores e pesquisadores acadêmicos que acompanham o mercado de arte em diferentes países.

A edição divulgada em 2026 é a décima da série — um relatório anual que se tornou a referência mais citada do setor para medir o tamanho do mercado, comparar segmentos entre si e acompanhar tendência de um ano para o outro.

O que o relatório mede: setores e metodologia

O relatório examina três canais pelos quais uma obra muda de mãos comercialmente: galerias e revendedores (dealers), leilões públicos e leilões privados — a própria Art Basel descreve a cobertura como "galleries, dealers, auction houses, and art fairs". Os dados de cada segmento são levantados e analisados pela Arts Economics junto aos próprios agentes do mercado.

Isso significa que o relatório mede, sobretudo, volume agregado de vendas — quanto, em dólares, cada segmento e cada região movimentaram num ano — e não o preço de uma obra específica ou a cotação de um artista. Ele responde "qual o tamanho do mercado", não "quanto vale este quadro".

O que a edição de 2026 mostrou sobre 2025

Segundo o relatório, o mercado global de arte movimentou US$ 59,6 bilhões em vendas em 2025 — alta de 4% sobre o ano anterior, depois de dois anos seguidos de queda. O crescimento veio dividido entre os segmentos: as vendas de galerias e revendedores somaram US$ 34,8 bilhões (+2%), os leilões públicos US$ 20,7 bilhões (+9%) e os leilões privados recuaram, para pouco menos de US$ 4,2 bilhões.

Os Estados Unidos seguiram como o maior mercado nacional isolado, respondendo por 44% do valor global vendido — uma fatia 1 ponto percentual maior que no ano anterior —, com vendas de US$ 26,0 bilhões no país, dado que o próprio relatório usa para situar onde a demanda por arte mais se concentra hoje.

O relatório Art Basel & UBS e o Brasil

O Global Art Market Report em si não reserva uma seção específica para o mercado brasileiro — sua análise regional prioriza os maiores mercados nacionais por valor, como Estados Unidos, Reino Unido e China continental. Mas a mesma dupla, Art Basel e UBS, publica em paralelo o Survey of Global Collecting, uma pesquisa anual com colecionadores de alto patrimônio conduzida também pela Arts Economics.

Na edição de 2025 dessa pesquisa, o Brasil foi um dos dez mercados consultados — ao lado de Estados Unidos, Reino Unido, China continental, Hong Kong, França, Suíça, Alemanha, Japão e Singapura —, num levantamento com 3.100 colecionadores de alto patrimônio sobre hábitos e motivações de compra.

O olhar do ateliê

O olhar do ateliê

Relatórios como o da Art Basel e da UBS são úteis para entender o tamanho e o ritmo do mercado global — mas eles medem um universo bem distante da conversa que temos aqui no ateliê. Os US$ 59,6 bilhões do relatório somam leilão de casas centenárias, feiras internacionais e galerias com décadas de relacionamento com colecionadores; nada disso descreve o que significa adquirir a primeira obra de uma artista em início de trajetória, direto do estúdio dela, em Brasília.

Prefiro não emprestar a linguagem do relatório para falar do trabalho da Alyne. Quartz Seam, a obra que ilustra esta página, não tem cotação: tem um preço fixo e publicado, e uma superfície que registra onde a matéria cedeu e foi mantida junta outra vez — algo que nenhum número agregado de mercado consegue medir. O que sustenta valor aqui não é um relatório anual, é a obra na parede, o Certificado de Autenticidade e a conversa direta que documenta cada aquisição.

Perguntas frequentes

O que é o relatório Art Basel & UBS?

É o nome curto de The Art Basel and UBS Global Art Market Report, o levantamento anual mais citado do setor sobre o tamanho do mercado global de arte. É publicado conjuntamente pela feira Art Basel e pelo banco UBS, mas a pesquisa é conduzida de forma independente pela consultoria Arts Economics, sob responsabilidade da economista cultural Clare McAndrew. A edição de 2026, a décima da série, analisa o desempenho do mercado durante o ano de 2025.

Com que frequência o relatório é publicado?

Anualmente. A edição de 2026 é a décima da série, o que indica publicação contínua ao longo de cerca de uma década. Cada edição analisa o ano civil anterior — a de 2026 cobre os números de 2025 — e é divulgada no ano seguinte ao período analisado, com o relatório completo disponível gratuitamente para download nos sites da Art Basel e da UBS assim que sai.

O relatório Art Basel & UBS cobre o mercado brasileiro?

Não diretamente no relatório principal: o Global Art Market Report foca em agregados globais e nos maiores mercados nacionais, como Estados Unidos, Reino Unido e China continental, sem abrir uma linha específica para o Brasil. Mas a mesma dupla publica, em paralelo, o Survey of Global Collecting, uma pesquisa com colecionadores de alto patrimônio — e a edição de 2025 incluiu o Brasil entre os dez mercados consultados, ao lado de países como Estados Unidos, Reino Unido, China continental e Japão.

Que tipo de dado o relatório mede — vendas de galeria, leilão, os dois?

Os dois, e também feiras de arte. O relatório soma o valor agregado de vendas em três canais — galerias e revendedores (dealers), leilões públicos e leilões privados — que juntos somaram US$ 59,6 bilhões em 2025, segundo a edição de 2026, com os leilões públicos crescendo mais que os demais segmentos. Ele mede volume de mercado, não o preço específico de uma obra ou de um artista individual.

Onde consultar a edição mais recente do relatório?

A edição mais recente pode ser consultada nos sites oficiais da Art Basel e da UBS, que publicam os principais números e as histórias do relatório em suas páginas.

Fontes

  1. Art Basel — 2026-08-08
  2. Art Basel — 2026-08-08
  3. UBS — 2026-08-08
  4. Art Basel / Arts Economics — 2026-08-08
  5. Art Basel — 2026-08-08

Prefere um preço fixo e publicado, sem esperar por um relatório de mercado?

As obras do Perfeito Studio têm valor definido e aquisição direta com o ateliê da Alyne Perfeito — sem intermediário e sem depender de índice de mercado.

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